Sessões científicas



30 de julho 2020

“Análise da sobrevivência de pacientes com cancro da mama em Angola 2014- 2018.”

Luísa Sambo
(Aluna da 10ª edição do Mestrado de Epidemiologia)

Resumo: O estudo pretende caracterizar o perfil das pacientes com cancro da mama registadas no Instituto Angolano de Controle do Cancro entre 2014 e 2018; analisar a ocorrência de óbitos em função de variáveis sociodemográficas e clínicas; determinar as taxas de sobrevivência de acordo com as etapas clínicas, grupos etários e outros fatores potencialmente associados ao prognóstico. 


30 de julho 2020

“Estudo das doenças imunoalérgicas na infância: Fatores relacionados com os primeiros 1000 dias de vida e estado nutricional atual.”

Joana Baleia
Faculdade de Medicina de Lisboa e Centro de estudos e investigação em Dinâmicas Sociais e de Saúde (CEIDSS)
(Aluna da 10ª edição do Mestrado de Epidemiologia)

Resumo: Irá ser apresentado e discutido o ponto de situação do trabalho que pretende conhecer as doenças imunoalérgicas na população infantil da região de Lisboa e Vale do tejo que participaram no estudo COSI Portugal 2019, e analisar a sua relação com o estado nutricional e o histórico dos primeiros 1000 dias de vida das crianças de hoje, contribuindo para reforçar ou mudar algumas práticas e recomendações no que diz respeito à diversificação alimentar e amamentação, e adicionalmente reforçar os argumentos que sustentam a necessidade de aumentar os programas de educação alimentar materno-infantil.


28 de julho de 2020

“Baixo Peso à Nascença no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, EPE entre 2014 e 2018: fatores de risco e evolução no tempo”.

Dr. Miguel Cabral de Pinho
Médico de Saúde Pública do ACES Grande Porto III – Maia / Valongo
Resumo: A prevalência de baixo peso à nascença é um dos indicadores mais utilizados a nível internacional para transmitir as condições sócio-económicas e de saúde em que as mulheres de uma determinada área geográfica desenvolvem a sua gravidez. Os fatores que influenciam este indicador são vários e os impactos do baixo peso à nascença continuam a revelar-se com um maior alcance temporal do que o pensado. Na Amadora e em Sintra, os valores deste indicador têm sido dos mais baixos da região. Pretende-se estudar as características associadas aos recém-nascidos do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, de forma a Identificar os fatores de risco para este resultado de saúde, sua prevalência e evolução nos anos de 2014 a 2018.


9 de junho de 2020

Avaliação de Risco-Benefício de Alimentos (RBA): sua utilidade e propósito.”

Joana Nazaré Morgado

Aluna de doutoramento em Ciências da Sustentabilidade na Universidade de Lisboa

Resumo: Uma Avaliação de Risco-Benefício consiste numa ferramenta que permite estimar de forma equilibrada os riscos e benefícios para a saúde humana, mediante exposição ou não a determinado(s) alimento(s) ou grupos de alimentos (dieta alimentar) ou ainda componentes alimentares. Como a natureza destes riscos e benefícios pode ser toxicológica, microbiológica ou nutricional, estes deverão ser integrados em métricas comparáveis, p.ex. em DALY.


17 dezembro de 2019

“Caraterização clínica, epidemiológica e manométrica da disfagia torácica não obstrutiva, e seu impacto na qualidade de vida”

 

Dr. José Pedro Rodrigues
Serviço de Gastroenterologia do Hospital Egas Moniz, CHLO
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Resumo: A disfagia torácica refere-se à dificuldade na deglutição de líquidos ou sólidos, sendo tipicamente referida segundos após a mesma, com sensação de bolo alimentar retido a nível cervical ou retrosternal. Uma vez excluída causa obstrutiva por endoscopia digestiva alta, a manometria esofágica de alta resolução apresenta-se como técnica padrão por excelência na sua caracterização e na classificação de doenças motoras do esófago. Além das consequências físicas, a disfagia poderá ter um impacto significativo na vida pessoal e profissional dos doentes. Entre as medidas de patient-reported outcome (PRO) disponíveis para avaliação da disfagia, destaca-se a escala PROMIS-GI disrupted swallowing pela facilidade na sua obtenção e robustez na conceção. Pretendem os investigadores a caracterização epidemiológica e manométrica da população com disfagia esofágica não obstrutiva referenciada para centros portugueses com competência em manometria de alta resolução (MAR) e avaliar o seu impacto na qualidade de vida geral e associada a doença. Para o efeito propõem-se ainda a traduzir e validar a escala PROMIS-GI disrupted swallowing para língua portuguesa. Pretende-se a realização de um estudo observacional, longitudinal, prospetivo da população de doentes com disfagia esofágica não obstrutiva referenciada a centros portugueses com MAR. 


12 dezembro de 2019

“Perfil Epidemiológico da Malária e Adesão ao Tratamento em Menores de Cinco Anos, Malanje-Angola”.

Enf. Mateus Gonçalves

Resumo:  Estudo realizado no Hospital Pediátrico de Malanje, Angola, através de entrevista presencial a 150 crianças e cuidadores. É realizado o enquadramento dos programas de luta contra a malária a nível global e nacional, com destaque para o acesso ao tratamento. Foram colhidos dados sócio-demográficos, relativos ao episódio de malária na criança, de conhecimento sobre a doença e de adesão ao tratamento (Escala de Morisky-Green-Levine). Observou-se que as crianças (média de idade de 27 meses, 68% do sexo feminino) foram sobretudo infetados pelo plasmodium falciparum (91%). A adesão ao tratamento foi de 41%, segundo a escala de Morisky-Green-Levine, abaixo do observado noutros estudos. São examinadas as relações entre a adesão ao tratamento e fatores sócio-demográficos, relativos ao episódio de malária e de conhecimento sobre a malária, bem como de motivos de abandono ao tratamento, Além da discussão dos resultados, são apresentadas recomendações para a melhoria da adesão ao tratamento na malária.